"NÃO É A FORÇA, MAS A CONSTÂNCIA DOS BONS SENTIMENTOS QUE CONDUZ OS HOMENS A FELICIDADE!"
(Friedrich Nietzsche)






Essa é a forma mais resumida que eu posso falar sobre ela. E a forma mais complexa é ...
Você já sentiu que é abraçada e envolvida todas as vezes que pensa em uma determinada pessoa? Que essa pessoa tem um poder influenciável em todos os acontecimentos ao redor do seu mundo, e que o sorriso dela é a arma mais poderosa que você já viu? Que cada vez que você sente a presença dela, sua alma enaltece de uma alegria e uma paz tão forte e gigante, que cada parte de sua vida, essa e das outras se tornam um só ser, um cosmo, um universo inteiro de magia. Ela é poderosa, não estou falando de uma forma financeira, mas de uma forma astral. É como se ela fosse a grande mãe e você um dos seus filhos, como se tudo o que ela tocasse se transformasse em felicidade e em amor, como se a cada explicação de suas poções ou se a cada relato de suas histórias você pudesse pular pra diversos mundos e ressurgir em qual ponto das suas vidas ancestrais você se sentisse melhor. Não tem como você ficar triste, ou depressiva perto dela. Pois seus sentimentos são tão fortes e verdadeiros que destroem qualquer possibilidade de mal que lhe possa afligir. Como se todos os seres elementais perdessem sua força para o poder que ela exerce sobre o astral.... E somente o poder dela que é visto, sentido, tocado... E você se sente a pessoa mais abençoada desse mundo, por fazer parte da vida dela...

Insana, autêntica, sorridente, maluca, meiga, mágica, inteligente, intelectual... nenhuma qualidade supera ou descreve tão forte o que é ser você Gabi... porque você é única...


Com extremo carinho e afeição!
Te amodoro muito!
Lí {17/09/2007}


Quem:

Gabi Coutinho, redatora, formada em Publicidade e Propaganda pela UNIT-SE, especialista em Marketing Pela UFPR.



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Como eu disse, Thiago, vou escrever um texto lembrando da vó e do vô..

... mas nem sei como começar. Todos os anos eu ia sempre duas vezes por ano pro Recife e passava as minhas férias lá. Férias maravilhosas! Saía do apartamento fechado e tinha a liberdade de brincar na rua, de dono da calçada, descalça, sem me preocupar com bicho de pé. Brincava a tarde toda e la pras 5 e tanta, vinha minha vó Rilda, no muro gritar meu nome: "Gabriella, venha tomar banho!", daí, criança sapeca que eu era, querendo aproveitar todos os momentos, gritava de volta: "pera, vó, tô indo!" E isso se repetia algumas vezes, até chegar a quase 7 da noite. Daí entrava, toda suja e empoeirada, tomava banho e comia o maravilhoso pão com manteiga e uma boa xícara de café (o vício de café, sustento até hoje).

Foi na casa de voinha que aprendi a comer o que tinha, já que não havia o luxo dos biscoitos recheados, dos salgadinhos e outros quitutes que tinha em casa. Daí ia comendo... queijo amarelo com bolo, manga verde com sal, tomate com sal, biscoito sortido, goiabada com leite ninho, banana amassada com leite e nescau, banana com mel Karo. Sempre que chegava lá, voinho vinha com minha surpresa predileta: pitomba! HOje não posso ver pitomba sem lembrar do meu avô. Tantas crianças que iriam entortar o nariz porque o presente não é nenhum brinquedo caro, mas eu me contentava demais, e devorava as pitombas, e só não comia o caroço porque não dava.

São lembranças demais.. me dá vontade de chorar. Foi na rua da casa de voinha que conheci meu primeiro namoradinho, foi lá que me apaixonei, foi ali perto que dei meu primeiro beijo, que tive minha primeira melhor amiga. Foi conversando com voinho que eu soube o que era ter um lado espiritual independente de religião, foi com voinha que aprendi a ficar na calçada 'vendo o movimento da rua'. Era voinha quem me fazia rabada como surpresa e com ela comia jaca sentada na porta do quintal. Foi com os dois que eu soube o que era ter amor incondicional. Era lá que eu fazia "trela" e não levava bronca (mas um dia quase que vovô me dava uma peia com chinela de couro).

Apendi muita coisa boa, mas também presenciei muita coisa ruim. Vi maldades que nem precisam ser citadas. Infelizmente também com eles conheci a morte porque vovô Jair foi o primeiro a ir. Assim, lembro um trecho da poesia de Manuel Bandeira:

A casa de meu avô...
Nunca pensei que ela acabasse!
Tudo lá parecia impregnado de eternidade
Recife...
Meu avô morto.
Recife morto, Recife bom, Recife brasileiro
como a casa de meu avô.



- Postado por: Gabi Coutinho às 13h34
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Ora, Pombas!


Como a vida é cruel. Um mês atrás estava eu, andando pelo centro de Aracaju, depois de uma dia em que nada dava certo. Indo para o carro, cabisbaixa, triste por não ter conseguido algumas coisas que queria, levei um banho dos dejetos anais de algumas pombas que descansavam na sacada de um prédio. Devo dizer que não foi apenas uma, mas a família inteira. Fechei a mão, ergui o braço e amaldiçoei todas as pombas da face da terra, seres nada inocentes, que aproveitam a miséria e depressão psicológica dos seres humanos pra jogar seus tomates podres, num pompoarismo animal.

Agora, estando eu em Curitiba, moro justamente no centro da cidade, do lado de uma praça que vive a dividir seu espaço com dezenas de milhares de gerações de pombas. Elas se reúnem, aterrorizando os pés, braços, cabeças ou qualquer lugar do corpo onde as miseráveis podem se esbarrar, seja em pleno vôo ou em terra.

E quase esquecia de falar sobre os malditos rasantes. Lembrou-me muito o filme Volcano, quando a atriz diz: “Observe pra onde a bola de fogo vai pra ter uma noção de onde ela vai cair”. A cena minha é até engraçada. Gabriella, passando pela praça Carlos Gomes, com um olhar 45 a observar as pombas que indicam aterrissagem, preparada para esquivar com rapidez, caso uma delas perca a direção.

 

Observação: O filme Volcano não tem nada a ver com a história, mas o exemplo é válido e eu adoro vulcões. (P.I.B)



- Postado por: Gabi Coutinho às 12h49
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PRÉDIO DE PENSÃO


Café da manhã. Minhas companhias são o café preto e amargo e a manhã que se inicia. À minha volta, o burburinho frenético que mais parece uma língua distante. Como meu pão, com o pensamento nas nuvens, mas observando cada movimento. Tem um garoto que me olha de rabo de olho. Tem uma maneina que me dá um bom dia cordial.

O término. Levanto-me da mesa e saio, como um fantasma. Faço, sim, caretas internas pras pessoas ao meu lado, como um espectro que reclama da morte.

As escadas. Intermináveis enquanto duram. Enquanto me arrasto pelos degraus, dou um bom dia aos porteiros de cada andar. No primeiro, faço uma referência a mounsier. No segundo, um alô ao irmão gêmeo do primeiro. No terceiro, aceno a um desconhecido (preciso descobrir seu nome). No quarto, aperto a mão e converso sobre a lagartixa que passeava cheia de si pelas paredes hospitalares do meu quarto. Alguns minutos depois, digo adeus com um alto "bye James", ou seria melhor "mr. Dean"?



- Postado por: Gabi Coutinho às 09h38
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