"NÃO É A FORÇA, MAS A CONSTÂNCIA
DOS BONS SENTIMENTOS QUE CONDUZ
OS HOMENS A FELICIDADE!"
(Friedrich Nietzsche)







Quem:

Gabi Coutinho, redatora, formada em
Publicidade e Propaganda pela UNIT-SE,
especialista em Marketing Pela UFPR.




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Os Sinais, ou um Texto Louco numa Tarde Tediosa.


Eu costumava criticar meu ex pelas suas viagens irracionais e alucinógenas. Eram pensamentos que nada combinavam com a realidade. Depois descobri que essas viagens eram uma forma de sonhar, daqueles que imaginamos quando crianças e falamos... “quando eu crescer, quero ser...”

 

Hoje cheguei à conclusão que a viagem também faz parte do meu cotidiano. Obviamente, mais coerente e menos fantasiosa do que a do meu ex. Mas, depois de tanto chocalharem a minha mente com explicações e terapias, modificando e melhorando, fazendo da minha psique uma grande salada, é previsível a lógica se atracar com o espírito e o coração observar a baixaria de longe.

 

Faz um bom tempo que ando pensando em sinais. Sabe aqueles que nós juramos que se trata de uma intervenção divina? Esse mesmo! Eu nunca acreditei no lado religioso dos sinais. Para mim é difícil acreditar que algum ser superior deixará um cartão com charadas: Resolva esta questão e ganhe uma resposta para a sua lista interminável de perguntas. Tudo faz parte da nossa algazarra mental! Os sinais são uma predisposição da nossa mente para captar uma importante solução para perguntas do ser humano. Solucionada a grande dúvida que influencia nosso humor, conseguimos resolver a questão e riscar o tópico das nossas vidas. Os sinais são uma atitude forçada da intuição, que por falta de atenção da nossa parte praticamente se materializa na nossa frente com um pedaço de papel e uma caneta e pergunta... “entendeu ou quer que eu desenhe?”.

 

Esse papo mais parece uma viagem de ácido, mas juro a você que neste momento não vejo fadas e duendes, muito menos um mundo mais colorido e feliz. A compreensão sobre os sinais me fez ter uma visão muito mais interessante do mundo, abrindo as portas da percepção sem esperar que os céus enviem mais que chuva, raios e trovões. Tudo depende do que se pode perceber prontamente e de prestar atenção às mudanças que ocorrem ao nosso redor.

 

O ser humano é cômodo e acostuma-se a não pensar fora do quadrado (ou da concha). Ele recebe crenças dos outros e as aceita porque é muito mais prático e fácil de entender. Por isso eu digo: Use mais a sua cachola e se abra mais para os sinais do mundo e da mente. Você se abre para tanta coisa, tenho certeza que mais uma abertura não fará diferença.



- Postado por: Gabi Coutinho às 15h35
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Quando a gente acha que já viu muito...


Quinta-feira, 18 horas e vinte minutos. Contando os segundos para chegar o sagrado momento de desligar o computador e ir para casa. Quando inicio a contagem regressiva na minha mente, o telefone toca e meu chefe pede para nós, minha colega de trabalho e eu, subirmos para uma reunião. Chegando à sala, ele já dispara: temos um pepino para resolver! Passei a mão na cabeça com força, um sinal que algo me incomodava.

 

Em cima da mesa, ele joga um pedaço de papel e começa a descascar o nosso “pepino”. Enquanto ele falava, todo o meu corpo entrava em choque, minhas mãos tremiam e tudo o que eu conseguia pensar era: eu não acredito que nisso. O que era isso? Um anúncio para o obituário do jornal, convidando para a missa de sétimo dia, e um santinho para ser entregue a todos os presentes no evento. Para apimentar o meu bom humor, ainda fui informada que poderia ter que ficar até mais tarde na quinta e na sexta, e talvez trabalhar no sábado, apenas para finalizar este material.

 

Desde ontem eu reflito sobre o assunto. Sobre o que fazemos para manter um emprego; de obituários a contos eróticos nos prostituímos. E isto prova que não há diferença nenhuma entre trabalho algum, pois em todos os níveis as pessoas acabam por ter que realizar algum sacrifício sem noção, sendo obrigadas a levar para o lado pessoal, emoções desconhecidas.

 

No caso do anúncio da missa, talvez isto possa significar o surgimento de um novo mercado, ou melhor, um novo e velho mercado, já que a morte não é nada nova. Mas, além das modernidades do setor funerário, quem sabe o anúncio espetacular das mortes não seja uma nova maneira de ganhar dinheiro? Uma maneira bem vendedora, bem Casas Bahia!



- Postado por: Gabi Coutinho às 16h40
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